Conto erótico Voyer da quarentena

Voyer da Quarentena

Conto Erótico - Voyer da Quarentena

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Desde que a pandemia começou, minha vida sexual anda um marasmo. Sem namorade, sem crush e morrendo de bode de todos os apps de paquera. Mas fogo no rabo é fogo no rabo e a gente não sabe quando é que ele vai começar a queimar. Tem dias que sinto vontade de trepar até com um poste. Como em poste deve ter corona vírus, o que me restou foi transar com o travesseiro mesmo. Separei um só pra isso, bem cheio de plumas e um pouco mais durinho. No primeiro mês foi ok, serviu bem. No segundo mês, óbvio que eu enjoei e já não queria mais saber de travesseiro nenhum. Estou até hoje tendo que me virar sozinha e, para isso, precisei explorar todas as possibilidades da Siri.

Uma das ideias que eu tive nesse tempo foi a de relembrar a adolescência e colocar o espelho na minha frente, para me ver tirando a roupa, saber de quais partes eu gosto mais e quais eu gosto menos no meu corpo. Queria ver cada parte da minha pepeca, abrir bem a perna pro espelho e saber também o que us crushes veem quando me encaram ali de frente. A cor, os tamanhos, profundidades, definições e etc., Mas é claro que esse estudo auto aplicado de anatomia, por si só, não me deixava excitada. Eu precisava colocar uma musiquinha bem sensual, preparar uma bebidinha, pra só depois começar a expedição. Fui descobrindo cantinhos novos que me deixam mais sensível, reforçando quais eram os movimentos que sempre me faziam ficar um pouco mais molhada e assim foi indo.

Até que um dia, sem querer, essa minha longa jornada de quarentena teria um plus, um estímulo que viria de fora. No caso, da paisagem da janela da minha sala. Eu juro que não esperava ver algo do tipo. Mas teve um dia que os vizinhos do prédio da frente começaram a dar um show que substituiu filme pornô, Tinder e sexting por uns bons dias. O apartamento deles é uma Kitnet com sacada que fica num prédio desses de arquitetura nova, todo espelhado por fora e que, por dentro, parece um quarto do Ibis – ao menos é o que eu imagino olhando daqui. Eles são dois homens, às vezes três. Na última terça-feira, eles estavam em três, todos sentados na cama de lençóis brancos, formando um círculo. Ao que parece, eles estavam jogando alguma coisa, talvez baralho, e davam muita risada, se encostavam, trocavam carícias etc. Às vezes eu conseguia ver um beijinho aqui, uma mão que deslizava na coxa um do outro ali... Risinho pra cá, risinho pra lá, eu seguia observando e uma hora rolou um beijão de verdade. Um deles ficou de joelho e começou a beijar o jovem que estava à sua direita. Então o que estava à esquerda se sentou mais perto do que estava de joelhos e começou a passar a mão em suas costas, foi subindo até fazer um carinho mais forte em seu cabelo e começou a beijar seu pescoço.

Só de ver esse movimento comecei a ficar excitada, tentando imaginar o que aconteceria entre eles e o que eu iria conseguir ver. As luzes do apartamento deles era branca e eu esperava, com toda a minha fé nas deusas da pornografia livre, que eles não as apagassem. E elas atenderam, porque o negócio foi ficando bom demais e eu vendo tudinho. Nunca fiquei tão feliz de morar num apê sem tanta privacidade.

A cena foi se desenrolando e vamos dizer que o que está sendo beijado é o 1º elemento, ele tem o cabelo platinado e raspado, e não é tão alto. O que teve a iniciativa de dar o beijo é o 2º elemento, esse sim, parece bem alto, tem as costas largas e uma coxa redondinha, delícia. E o do carinho por trás é o 3º, e tem o cabelo encaracolado grandinho, e é o único que tem barba. Enquanto 1 e 2 se beijavam, o 3, além do carinho, foi sendo cada vez mais ousado e deu pra ver direitinho quando ele, abraçando o 2 ainda por trás, desabotoou sua calça, abriu o zíper, e mudou de posição. Ele caiu de boca no 2, enquanto passava a mão por cima da bermuda de pijama do 1.

Depois desse longo beijo entre o 1 e o 2, o 1 começou a engatinhar na cama - dava pra ver seu pau apontado pra frente dentro do shortinho de tecido leve - se aproximou do 3 e abriu o zíper da bermuda que ele estava usando. O pau do 3 deu um pulo com vida própria pra fora da roupa e foi a vez do 1 descer com tudo ali, mas não sem antes dar uma mordidinha na barriga dele, que eu vi!

Eu, que só fico em casa sem calcinha, já estava com a mão debaixo do meu vestido, sentindo que estava rolando aquela umidade deliciosa entre as minhas pernas. Coloquei todas as almofadas da casa no sofá, que fica embaixo da janela, para me sentar confortavelmente e assistir aquele show gratuito que, pelo jeito, estava só começando.

E aí eles foram mudando a posição deles. O 2, que estava devidamente chupado e molhado, moveu a dupla 1 e 3 mais pra perto da cabeceira da cama - o boquete continuou rolando, devia estar muito bom – e deu um belo beijo no cu do 1 e depois começou a comê-lo de quatro enquanto ele chupava o 3. O 2 enfiava seu pau no cu do 1 se movendo bem controladamente, parece que entrava e saia deslizando dali. Mas depois começou a se mexer mais rápido e com mais força, segurando a bunda dele. Então o 1 parou de chupar o 3, que se levantou e foi para detrás do 2 e fez a mesma coisa: deu uma lambida em seu cu e o penetrou. Agora a cena era essa: o 1 apoiava sua mão na parede enquanto era comido pelo 2, que era comido pelo 3. Era um trenzinho com três caras, três paus duros e 2 cuzinhos molhados. Credo, que delícia.

Eu não estava acreditando naquela cena. Mas antes de me perceber incrédula, eu estava era aproveitando. Porque eu fiquei molhada, com a buceta pegando fogo e, enquanto via a movimentação toda do apartamento da frente, de camarote, eu me masturbava também. Comecei olhando para eles e me massageando com uma mão só. Mas à medida que o sexo ia ficando melhor por lá, eu ia me empolgando mais por aqui também. Chupei meus dedos indicador e médio e fui me dedando, enquanto a palma da minha mão ficava esfregando no meu clitóris. Enquanto eu aproveitava muito minha siririca, o 3 gozou. Deu pra ver ele dando a bombada final no cu do 2, e depois segurando ele com força pela cintura, enquanto seu corpo se esticava pela sensação do prazer extremo. Logo que ele gozou, o 2 começou a comer o 1 cada vez mais rápido, na última velocidade do créu, e também gozou. Mas ao invés de gozar se esticando, com o pescoço para trás, vi que ele abraçou o tronco do 1 e encostou o rosto em suas costas. Ambos haviam gozado. Então os três caíram sobre a cama, mas ainda faltava o 1 gozar, e fiquei imaginando como ele devia estar com o pau pulsando de tão duro, com as bolas inchadas e a ponto de jogar porra dentro daquele quarto inteiro.

Eu mesma já estava me sentindo um balão de ar sendo enchido por uma torneira, prestes a explodir e molhar todo o meu sofá, com um gozo delicioso causado por mim mesma, com ajuda dos vizinhos. Mas quando eles caíram na cama, eu achava que minha siririca podia ficar ainda melhor. Corri no quarto e peguei meu lubrificante, quando voltei à minha posição original, a cena tinha se reconfigurado na cama do apartamento da frente.

O 1 platinado estava deitado na cama, enquanto o 3 de barba o chupava. Enquanto isso o 2 das costas largas, massageava suas bolas, enquanto dava beijos no pescoço do 1, e metendo a língua dentro de sua orelha. Deu pra ver que o boy da massagem atiçava o 1 fazendo de conta que ia beijá-lo na boca, mas depois o segurava contra a cama e ia o beijando, lambendo e mordendo outras partes de seu corpo. Toda vez que ele fazia isso, o 1 virava sua cabeça pra trás, delirando de tesão.

Mas delirando mesmo, e de tesão também, estava eu, que agora usava uma mão para me dedar e estimular meu clitóris e a outra estava lambuzada de gel e com os dedinhos enfiados atrás. E estava muito bom, minhas mãos já estavam encharcadas, melecadas e quentes quando o boy que estava debruçado engolindo o pau do 1 levantou com a cara escorrendo porra. E, nessa hora, eu gozei demais. Gozei tão intenso que soltei um gemido alto, sem querer, perto da janela e nem liguei. Me estiquei no sofá e ainda sentia que estava bastante excitada. Me deitei sem almofada apoiando minha cabeça, deixei uma perna dobrada e flexionada e a outra caída pro lado e voltei a colocar a mão no meu clitóris. Ele pulsava, enorme. Então voltei a fazer movimentos circulares nele com quatro dedos, bem juntinhos, com uma pressãozinha leve nele. E fui curtindo aquela sensação até que veio aquele rebote do gozo, o segundo orgasmo, que funciona como um distensor de todos os músculos do corpo, eficiente igual massagem.

Levantei para dar uma última olhada no apartamento do trisal e ver o que estava rolando. Eles estavam deitados na cama, os três juntos. Então voltei à realidade e percebi que estava na sala, com a janela aberta, sem calcinha. Mas antes que qualquer neura de outros possíveis voyeurs me viesse à cabeça, me levantei, tirei o vestido ali mesmo, e fui tomar um banho quentinho. No dia de hoje, eu não tenho mais do que reclamar, depois desse momento maravilhoso proporcionado pelos meus vizinhos. Obrigada, queridos, pela siri alcançada. Será que tinha mais alguém do meu prédio que viu e se masturbou como eu?

Como a quarentena segue, logo vou precisar de outras imagens e coisas que me estimulem. Já foi o travesseiro, bati aquele papo sobre anatomia própria com o espelho e me masturbei vendo os vizinhos (e que vizinhos, né, vamos combinar). Porque é engraçado que a gente nunca sabe que direção nossa libido pode tomar. Tenho pesquisado mais sobre como tem sido fazer sexo virtual nessa pandemia e vi que tem várias novidades que os carenteners como eu andam inventando, mas ainda não decidi qual vou testar primeiro.

Eu até gostaria de conversar sobre isso com minhas amigas mais próximas, mas fico morrendo de vergonha. Óbvio que a gente fala de sexo, das trepadas com os crushes, mas falar das fantasias pessoais e daqueles desejos mais íntimos e mais difícil, né? Por enquanto vou torcer por mais showzinhos grátis vindo do apartamento da frente. Aliás, dei uma olhadinha pela janela da sala de novo depois do banho e eles estavam lá deitados na cama, os três, abraçadinhos.

Texto por: Pérola

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