CONTO ERÓTICO O TERCEIRO ELEMENTO

O Terceiro Elemento

Conto Erótico - O Terceiro Elemento!

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Eu terminava de me arrumar no quarto para curtir o dia dos namorados. Passei meu perfume preferido, coloquei um vestido que valorizava o mulherão que eu sou, arrumei meu cabelo num coque com uns fios emoldurando meu rosto e me olhei no espelho. Bonita assim eu parecia até um boleto pago. 

Coloquei o presente do Gustavo na bolsa, era um relógio que eu sei que ele estava namorando, sabia que ele ia gostar. E bateu aquela ansiedade para saber o que será que ele tinha comprado para mim. Segundo ele seria uma surpresa que e eu iria amar. 

O celular virou e eu vi a mensagem dele, “Tô aqui”. Mais do que depressa desci e fui para o carro que estava estacionado logo ali, ele estava de pé encostado na porta. De jeans e camiseta e o cabelo desalinhado com estilo,  me fazia sorrir só de olhar para ele.

– Oi, coisa linda. – Falou estendo os braços, eu fui para ele e o abracei dando um beijo de leve para não borrar meu batom. – Você está perfeita hoje.

– Só hoje? – Perguntei fazendo um beicinho. – Achei que era  perfeita sempre.

– E vamos de drama! – Gustavo disse rindo e entrando no carro. 

Eu também entrei e vi Gu pegar uma caixinha nas mãos. Não era muito grande. Um relógio, também? Bem que eu estava querendo um smartwatch.

– Oba! Presente! – Falei batendo palmas empolgada. 

– Presente para você que na verdade é um presente para nós dois. Com certeza vou usufruir. – Ele falou misterioso, depositando a caixinha na minha mão.

Abri e fiquei olhando meio sem entender. Não conhecia aquilo, era uma coisa pequena com as pontas arredondadas, o toque era macio na minha pele. Suave. Devo ter feito cara de desentendida, porque Gustavo riu e pegou o negócio da minha mão.

– Isso é um vibrador, Jéssica. Para você.

– Não parece um vibrador. – Falei pegando a coisinha de volta e procurando o botão de ligar, curiosa. Gustavo sabia que eu nunca tinha tido um vibrador, nós já havíamos falado sobre isso. Ele falava que a gente precisava incluir o item.

– É um vibrador e funciona por controle remoto.

Olhei meio desconfiada, pegando o vibrador na minha mão e pensando em como aquilo ia entrar na minha ppk.

– Não é perigoso... hum... ficar preso dentro?

– Esse não é um vibrador de estímulo interno, ele é um vibro vestível. Você encaixa ele na sua calcinha e ele vai estimular sua vulva e clitóris.

– Não sei se eu entendi.

– Abre as pernas. – Gu falou se debruçando em mim.

– Tá doido? Alguém vai ver a gente. – Falei rindo de nervoso.

– Que vai ver nada, é dia dos namorados, tá todo mundo com pressa. Vai gata, levanta esse vestido e deixa eu te mostrar um jeito novo de brincar. – Eu topei e Gustavo levantou meu vestido e mexeu na minha calcinha, passando o dedo pela minha ppk e me fazendo encolher as pernas e suspirar.

– Safado. – Falei para ele, que me  beijou segurando minha nuca, invadindo minha boca com aquela língua gostosa e de repente, senti uma vibração no meu grelo que me fez dar um pulo.

– Foi o vibrador?

– Foi. A gente já tinha conversado sobre usar um vibrador para brincar, mas você sempre ficava meio assim, não é? - Gustavo perguntou colocando o carro em movimento rumo ao nosso jantar.

– É que quando você falava em abrir a relação na minha cabeça você estava falando de um ménage, não de um vibrador. 

– Antes do ménage melhor testar como você reage gozando em público. Ele disse sorrindo um sorrisinho safado. E você não precisa usar comigo, se não quiser. Você pode usar sozinha, explorar seu corpo, aprender mais sobre o que te dá prazer para depois a gente junto explorar todas as possibilidades.

– Uma jornada de autoconhecimento? – Falei fazendo graça.

– Sim. – Gustavo respondeu olhando para mim. – Quanto mais você conhecer seu corpo e o que te dá prazer sozinha, mais você saberá pedir o que gosta quando estiver acompanhada. É como se você fizesse um mapa do seu prazer.

– E você vai ler o mapa? – Eu estava tanto curiosa quanto insegura. Não estava botando fé que aquele negocinho ia ser tão interessante quanto ele me prometia. Mas não seria eu a estragar a noite né?

– Amor, nem Cabral leria um mapa tão bem quanto eu leio você. – Gu falou piscando para mim e dirigindo com tranquilidade no trânsito leve de início de noite.

– Não sei se é uma boa referência. Cabral não saiu de Portugal para ir á Índia e acabou no Brasil? Acho que ele não era um leitor de mapas muito competente. – Falei sem conseguir deixar de provocá-lo, que revirou os olhos e retrucou:

– Vasco da Gama então, minha nerd preferida?

– Prefiro Fernão de Magalhães. 

– Que seja, “nem Fernão de Magalhães leria um mapa tão bem quanto eu leio você”. 

Me aproximei dele e beijei o pescoço, mordendo no fim.

– Agora sim a referência correta, esse é meu garoto.

Não demoramos nada para chegar no restaurante, tínhamos reserva e pedimos um vinho legal, fizemos nosso pedido e falávamos sobre nós, nosso relacionamento e a copa do mundo que iria ocorrer em Dezembro. Falávamos sobre tudo e sobre nada, a característica dos que se conhecem muito bem.  Quando estávamos na sobremesa, Gustavo pegou minha mão e passou os dedos por cima com cuidado. Olhei para ele e sorri e então senti uma vibração no meu grelo que se espalhou por toda ppk. Foi gostoso, mas me pegou de surpresa, me fazendo olhar rápido para os lados, ver se alguém tinha reparado. Ninguém. Eu mal ouvia o ruído abafado e com certeza num ambiente como aquele com som ao vivo e conversas paralelas, passávamos despercebidos.

Gustavo aumentou a intensidade da vibração, eu olhava ele nos olhos e vi que ele manuseava o controle remoto discretamente de dentro do bolso. Mudei meu corpo de posição, procurando uma que aumentasse o estímulo. Era tudo muito novo, mas eu estava gostando. Ele sorriu para mim e eu abri os lábios um pouco, passando a língua sobre eles, sentindo que minha respiração se tornava um pouco mais forte. Estava incrédula. Não é possível que nessa brincadeira eu fosse gozar ali, no meio de um restaurante lotado.

Me mexi inquieta no meu lugar, Gustavo acariciava minha mão sem tirar os olhos dos meus. O contato visual era íntimo e a situação secreta entre nós me excitava demais. Senti meu corpo ficar quente e tive medo de estar corando o suficiente para chamar a atenção. Mas os garçons passavam como se estivesse tudo normal, ninguém, além dele e de mim sabia o que estava acontecendo comigo, e quando ele aumentou novamente a intensidade da vibração, eu segurei a mão dele em silêncio, apertando com a mesma intensidade com a qual apertava minhas pernas, o vibro acariciando o lugar certo, fazendo minhas coxas tremerem e meu ventre pesar. 

Mordi o lábio abaixando a cabeça e ouvi Gustavo pedir “olha para mim”,  levantei a cabeça e  apertei as pernas ainda uma última vez e segurando com força a mão dele, gozei silenciosamente em meu lugar. Totalmente consciente de que aquele momento íntimo havia sido de certa forma compartilhado em público. Me senti ousada e sensual, excitada e um tiquinho nervosa. E queria mais.

– Vamos sair daqui? – Falei e percebi que minha voz estava rouca.

– Vamos. – Gustavo fez sinal para o garçom e pagamos a conta ligeiro, saímos rápido e discreto , e entramos apressados no carro.

Eu beijava a boca e o pescoço do Gu com desejo enquanto ele tentava dirigir, minhas mãos tocando o pau dele por cima do jeans, sentindo ele duro. Pronto para continuar nossa noite. Eu o queria e estava cheia de tesão.

– E você ficou assim só de olhar? Perguntei com a mão pressionando o pau dele.

– Safada. Então você gostou do presente? – Ele perguntou, um olho no trânsito e outro em mim.

– Muito, você nem imagina o quanto. – Falei levando a mão direita dele para dentro de mim, fazendo ele me encontrar gozada e pronta para continuar.

– Ainda bem que a gente estava no restaurante mais perto possível de casa. 

– Sim. Sorte nossa.

Chegamos em casa rápido, fomos para o elevador e mais uma vez senti a pressão do vibro em mim. Dessa vez, diante de um espelho, tive a oportunidade de ver como meu rosto ficava diante do prazer, corado, os olhos brilhando de desejo, a boca entreaberta. 

Saímos do elevador e enquanto eu abria a porta, Gustavo brincava com o controle remoto, mordendo minha nuca e passando a mão na minha bunda. Conseguimos entrar e chegamos no quarto aos tropeços, eu sentia meu corpo caminhando para um novo orgasmo e gemi alto, me deitando e abrindo as pernas diante de Gustavo. 

– Gostosa demais. – Ele beijou meus lábios, manuseando o vibro e alternando as velocidades. Eu empinei o quadril, aumentando a área de contato.

Abracei Gustavo e me deitei sobre ele, que passou as mãos pelo meu quadril, me puxando para mais perto. Tiramos a roupa dele aos puxões, entre suspiros da minha parte e ansiedade da parte dele, quando enfim ele ficou nu na minha frente, cai de boca naquela delicia de homem, chupando aquele pau gostoso e já imaginando ele dentro de mim. E sem perder tempo, sentei nele puxando a calcinha de lado, ainda sentindo o vibro na minha pele e agora sentindo meu homem me preenchendo completamente. Era uma combinação inebriante.

Ambos gemíamos entregues ao momento, as vozes perdidas em murmúrios desconexos, que se encontravam apenas no ritmo do desejo e enquanto eu rebolava, indo e vindo  naquele pau gostoso, Gustavo aumentou novamente a velocidade da vibração. Eu senti meu corpo todo tremer, senti o gozo se aproximar e explodir dentro de mim, no mesmo momento em que Gustavo segurava meu rosto com cuidado, passando os dedos nos meus lábios antes de gozar com força, gemendo alto, junto comigo.

Me deitei sobre ele e nos acomodamos para ficar um ao lado do outro. O silêncio novamente tomando conta do quarto, de uma maneira tranquila, como a calmaria após uma tempestade.

Virei o rosto para ele e nos beijamos demoradamente, tocando o corpo um do outro com gentileza e sem pressa. Eu suspirei, sem vontade de dizer nada, apenas curtindo o momento.

– Parece que o presente foi aprovado. – Gustavo falou e eu podia sentir o sorriso em sua voz.

– Eu diria que mais do que aprovado. Ainda bem que veio com bateria.

– Eu pus para carregar antes de te dar.

– Ah! Esperto.

– Bastante esperto. – Gustavo riu com a mão na minha barriga. – E ainda bem que é a prova d’água né? Porque você está toda molhada.

– Isso não foi gentil de mencionar, sabia? – Falei fingindo uma indignação que eu estava longe de sentir.

– Não foi gentil? E isso, isso é gentil? – Ele mais uma vez ligou o vibro e dessa vez eu me sentei.

– Mas não é possível que você não me dê dez minutos para descansar? Homem, eu estou tremendo ainda. – Eu ria enquanto me deitava sobre ele e o beijava deliciosamente.

– Então descanse... deite-se aqui enquanto eu mapeio você toda. Vamos começar por aqui. – Gu falou segurando meus seios com as duas mãos. – Eu não sabia que o Monte Pascal tinha um irmão gêmeo. O que será que ainda temos para descobrir aqui, hein? 

Ele perguntou levando meus seios até os lábios, me fazendo sorrir e suspirar ao mesmo tempo. Fechei os olhos e me concentrei na língua daquele explorador voraz, essa noite novas rotas seriam traçadas e eu jamais iria esquecer como abrir o relacionamento para um vibro, como Gustavo havia sugerido, havia sido uma ótima ideia.

Texto por: Madame Tê

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